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Piano in the Dark

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Um dos designers mais “sangue-bom” das novas rodas é o holandês Maarten Baas, que pulou da universidade direto para o Salão do Móvel 2003, com seu TCC estrelado (lembra daquele rapazinho travesso que tacava fogo em tudo quanto é móvel que via pela frente, como Casa Vogue mostrou na edição de janeiro, na matéria quentinha-quentinha da Taissa Buescu? Pois é o próprio). Se você reparar na barrinha lateral aí do lado, o site dele está entre os meus favoritos, desde a nossa estréia na blogosfera…

Transgressor até o fim do pavio, Baas começou queimando mobília velha, ordinária, desenvolvendo uma técnica exclusiva de carbonização, que deixa a madeira resistente ao ponto de “assar’ sem derreter ou virar cinzas.

Depois o menino fez o circo pegar fogo com os móveis clássicos e as peças assinadas – note o churrasquinho da cômoda século 19, aí em cima, e da poltrona Favela, dos Campana, aí embaixo (aliás, ontem a Revista da Folha publicou reportagem ótima sobre o Salão, com destaque para os manos – quem acompanha o blog já tinha visto antes aqui!).

Voltando à chama do dia, não custa nada lembrar que nem só de pirotecnia e reinterpretações de acabamentos vive o incendiário. No ano passado, ele criou a primeira coleção a partir da estaca zero (o que inclui forma, volume, desenho e proporção). Seus amores pelas matérias alternativas, como argila, e pelas silhuetas assimétricas, como as inspiradas na pré-história, mais uma vez deram o que falar (vide a mesa e as cadeiras tipo Flinstones, abaixo).

Como rebeldia pouca é bobagem, Mister Baas esnobou o Salone Internazionale del Mobile e o Fuorisalone para apresentar as novas coleções às margens dos dois megaeventos. Sim, o cara rejeitou o circuito – mas aproveitou o burburinho da cidade italiana, já que não é bobo e nem nada -, escolhendo uma oficina mecânica no subúrbio para desfilar suas novidades. Vi uma reportagem ótima da Juliana Lopes no site do editor & love-of-my-life André Rodrigues (que soprou velinhas quinta-feira, diga-se de passagem). Passa por lá e confira o babado, antes que esfrie: clique aqui.

Sei que uma coisa não tem quase nada a ver com a outra. Mas como adoro os anos 80 e black music de qualquer vertente em geral, me lembrei da melosa Piano in the Dark, da Brenda Russel, quando escolhi a imagem do Baas que abre esse post. O trocadilho é infame, a canção é canastrona (às vezes sou meio old fashioned para música, confesso), as bailarinas são uó e o figurino purple rain da mulé é trash eighties total. Mas eu adoroooooooo mesmo assim. E você?

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Written by AllexInCasa

abril 28, 2008 às 1:00 pm

Publicado em Sem categoria

6 Respostas

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  1. Também AMO e tomei coragem para comentar aqui pela primeira vez. Piano In The Dark é um clássico para quem sonhava com a pessoa amada por volta de 87, 88 e 89. O hit embalava os corações e integrava o álbum internacional da novela “Vale tudo”. Cassio Gabus Mendes e Lidia Brondi trocavam beijos apaixonados na trama das 8 ao som de Brenda Russel.
    Fiz uma associação entre as noites que ficava cantando a música, as apresentações que fui especialmente convidada para interpretar a canção (com direito aos solos do piano na clavinova de Silvia Zardo) e as criações divinas de Baas que você nos mostrou aqui. Que vontade de produzir um espaço com estas preciosidades, exibir a todos e, no final, fazer um pocket, tendo Piano In The Dark entre os números do show. Duplamente!

    Feliz demais pela estréia e por deixar meu registro no post de hoje!
    PARABÉNS!
    Bjs milhares, SUCESSO,
    Prips

    (E que bom saber do aniversariante querido!!)
    😉

    Pri Campos

    abril 28, 2008 at 1:49 pm

  2. a musica ñ faz muito a minha cabeça mas as peças são bem legais. Ñ teria em casa mas se o preco for acessivel teria na minha loja

    Pedro

    abril 28, 2008 at 7:22 pm

  3. GENIAL a conexão dos móveis carbonizados com a música de Brenda Russel! Voltei no tempo! Adorei!

    Beth Ferreira

    abril 29, 2008 at 12:12 am

  4. boa!

    Lucas Camargo

    abril 29, 2008 at 12:13 am

  5. Esses móveis carbonizados são o que há. Me pergunto de onde veio a ideia , isso é o q me cativa, esse processo de criação, parece arte conceitual.
    Qto ao video …eu amo R&B, e adoro a cafonice dos anos 80. Ainda farei uma festa de niver só com música negra americana dos anos 70 e 80.
    abs

    denilson

    abril 29, 2008 at 10:58 am

  6. Sangue – bom é esse blog que tá arrebentando!!
    bjss
    Denise

    Denise

    abril 29, 2008 at 11:16 am


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