AllexInCasa: pra quem sempre volta pra casa

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Archive for maio 2008

Mac Ming

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Enquanto você lê esse post, estou bem longe de casa. Mas para não perder o status de blogueiro compulsivo, deixei uns drops programadinhos, até voltar com news de outras bandas…

O de hoje é em homenagem ao meu brother Marcelo Martiniano Hawkins (marcelo_hawkins@uol.com.br), cabeção-usina de manutenção que sempre hypa meus I-macs, I-pods, I-phones e I-fins. Sabe-tudo de tecnologia, o cara dá jeito em qualque gadget cansado de guerra, inclusive nos Apples da vida, mão-de-obra deveras complicada de se encontrar por aqui…

Voltando ao tema, o laptop aí em cima, que funciona de verdade, é mais um achado descolex de Pink Wainer para a sua Loja do Bispo (www.dobispo.zip.net). Estilizado pelo artista Mario Brandão, o note recebeu tratamento de porcelana com pinturas em azul e branco, à moda da Dinastia Ming (1368-1644). Com esse look, você nem precisa saber qual a configuração do bichinho, né?

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maio 29, 2008 at 12:13 am

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In-Fluências

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Tô correndo tanto (afivelando as malas para um périplo de press trip além das fronteiras) que quase esqueci de contar: na semana passada todas as tribos do décor se encontraram para o almoço de lançamento da coleção 2008 do Empório Beraldin (www.beraldin.com.br).

Zeco e Valéria estão entre os melhores anfitriões da praça, e o seu Empório é o que há de mais chique em revestimentos naturebas, daqueles feitos para agradar a gregos, troianos e até os malas de plantão – com todo o respeito, como o são alguns decoretes-sem-alça do nosso mundinho.

Sob o codinome In-Fluências, o desfile de cores, padrões e texturas salta aos olhos. Adorei tudo por lá: os tecidos da designer inglesa Tricia Guild (a partir de agora representada com exclusividade no Brasil, pelo duo), as estampas, os Ikats, as palhas metalizadas, as novas pastilhas de osso (puro luxo recortado em quadradinhos), as pastilhas de porongo (resíduo das cabaças usadas para as cuias de chimarrão), entre outras novidades Classe A. Vai lá!

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maio 28, 2008 at 11:50 pm

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A iluminada

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Espia só essa pendente e me diz se é ou não é über-fashion. Batizada de “Essayage” por sua criadora, Baba Vacaro, designer iluminada que manja tudo de haute-couture em iluminação, acessórios e afins (veja o site dela), a peça lembra uma roupa em processo de finalização, com costuras aparentes, tipo alfaiataria (leia-se a tal da moulage, técnica de arremate no corpo do manequim – ou da maneca em si, que geralmente grita a cada espetada).

O material difusor, um não-tecido composto de filamentos contínuos de polietileno de alta densidade, reciclável, costurado em forma de capa removível sobre uma estrutura metálica, é tudo de bacana. Um look “ponto de prova” que arrasa no efeito “vestido para iluminar”.

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maio 27, 2008 at 1:09 pm

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Ray Charles

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Ray Charles é um dos meus divos (black music, definitivamente, é a minha praia), mas o começo do post é pegadinha, mero pretexto para falar de Charles & Ray Eames, designers e arquitetos de quem sou fã de carteirinha – eu e todo mundo que curte um traço bem traçado.


O casal americano que literalmente dobrou a madeira, revolucionando as técnicas de marcenaria nas décadas de 40 e 50, é responsável por uma coleção-referência que engrossa o acervo permanente do Moma NY e do Vitra Design Museum. Tá?


Para refrescar a sua memória, colei aqui uma seleção do barulho, de cima para baixo: a chaise 670 (com estrutura de madeira, estofado fofíssimo de couro, com pufe para os pés, aqui em versão vermelha); a escultural CE9, vazada em pose arte-contemporânea; 3 looks da poltrona Dar (aquela com assento de poliuretano e pés metálicos ou de balanço); e a cadeira LCW (um “origami” de chapas de madeira moldada).


Não bastasse os feitos com a mobília, os Eames também causavam com seus curta-metragens, o que lhes assegurou um lugar de destaque na indústria cinematográfica de vanguarda. A história começou com as exposições multimídia que acompanhavam seus lançamentos (haja pioneirismo!) e terminou com rolos e rolos de películas notáveis, que estão “rolando” até o fim do mês na mostra de cinema da Caixa Cultural (www.caixa.gov.br). Ao todo são 25 filmes by Charles & Ray, que vão dos temas científicos aos históricos, passando pelos auto-biográficos. Dá pra perder?

Barulhinho bão do dia: Ray Charles cantando com outro divo, Stevie Wonder.

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maio 26, 2008 at 3:42 pm

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Quatro estações

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E na semana passada rolou a festança da Avanti (www.avantitapetes.com.br), que parou a Gabriel. Por conta do meu fechamento aqui, não pude aparecer à noite, mas fui conferir o mise-en-scene in loco, pouco antes do sol se esconder e do DJ detonar as pick-ups. Mote da balada: o showroom em versão revista e ampliada, e a novíssima coleção da marca carioca de tapetes (trintona, assim como eu).

Com o perdão do trocadilho, percebi um avanço vertiginoso nos produtos (que, vejam bem, já eram insuspeitos): desenhos mais antenados, novas tecnologias nas tramas, estampas mais finas e acabamentos novidadeiros para poltronas desenvolvidos a partir de… carpetes! Bem legal.

Mais legal ainda a forma como eles se apresentam: com curadoria da top designer Baba Vacaro e cenografia do multifacetado Marton, que plantaram uma floresta com quatro pegadas diferentes, na toada da primavera, verão, outono e inverno, o cenário faz a linha fábula interativa, onde a gente afunda o pé no chão e tem vontade de apertar tudo o que vê pela frente. “Muito mais do que apenas ver, aqui nos sentimos livres para tocar, experimentar, sentir. Nos sentimos impelidos a nos deixar levar”, diz Baba Vacaro. Passe por lá e não fique com vergonha de se jogar no chão – vai dar vontade, garanto.

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maio 24, 2008 at 3:10 pm

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Melrose Place

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Já te contei que só troco o meu cafofo 4×4 em Cerqueira César por um apê no Edifício Bretagne, né? Falem bem ou falem mal, morro de amores pelo prédio e coleciono amigos queridos ali. Mais do que a vizinhança batuta (que além dos camaradas em questão inclui dezenas de jornalistas dos bãos, artistas e intelectuais), curto o life style do prédio, avis-raras de Higienópolis que parece ter vida própria, com aquela estranheza que fascina. Sempre que vou lá boto olho gordo nas dependências sociais: a deusa tocando aquele piano de cauda lindo na sala de música meio kitsch; as amigas torcendo o nariz para os afrescos do lobby; as priminhas correndo pelos jardins babilônicos; meus friends-boêmios fazendo o esquenta da balada na sinuca; um drink gozado no bar do Seu Hilário; os rega-bofes privês… Sem falar no tamanho dos apartamentos, todos imeeeeeeensos, com vista para a copa das árvores e para a algazarra das jandaias (para mim são periquitos, ararinhas, mini-papagaios ou coisa que o valha, mas um amigo carioca que habita o local insiste em chamar as aves assim).


Enfim, enquanto não arranjo um canto lá (tô na fila há um tempão), vou sonhando com o CEP e temendo por uma nova inflação no aluguel depois deste lançamento da editora Senac (www.editorasenac.com.br), que coloca seu autor (de nome quase tão esquisito quanto os edifícios que ergueu) nas alturas: Artacho Jurado – Arquitetura Proibida, de Ruy Eduardo Debs Franco, lançado no começo da semana na Saraiva do Shopping Pátio Paulista, em São Paulo.
Como outras obras polêmicas do empreiteiro (que nem arquiteto foi, o que não compromete sua genialidade em absolutamente nada), o Bretagne foi espezinhado por uns e amado por outros tantos. Em 1958, a revista Acrópole, no artigo assinado por Eduardo Corona, Jurado e seu Bretagne foram descrito assim: “Autor de aberrações arquitetônicas, erradas de cima a baixo. Seria um deboche gostar de tal obra”.
Nosso mestre-mor Ignácio de Loyola Brandão (que, diga-se de passagem, aparece na página 220 do livro), me contou que as obras de Artacho provocavam muito mais admiração do que controvérsia, citando os “grupos que se organizavam aos domingos para visitar obras como o edifício Cinderela, em Higienópolis”. Loyola tá escrevendo um artigão a respeito, que você confere logo mais na Casa Vogue de julho.
Com ou sem alta do aluguel, o tal livro é obrigatório, assim como a diversidade estética numa paisagem tão chapada pelo urbanismo, como é Sampa. Viva Artacho!

Written by AllexInCasa

maio 23, 2008 at 1:34 am

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Trocando figurinhas

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Acabo de ganhar um presentinho inacrê do Houssein Jarouche e tive que postar aqui para dividir com vocês. Lembra daqueles álbuns de figurinhas que faziam a cabeça da molecada nos anos 50, 60, 70, 80 e 90? Eu, em algum elo perdido da infância-pré-aborrescência, entre 84 e 88, colecionei vários deles: de carros, de aviões, dos Transformers, dos Thundercats, da Coca-Cola, dos Smurffs (ai, que vergonha!) e até do Fred Kruegger, um dos meus anti-heróis prediletos… Pois o dono da Micasa, um “vintager” nato que entre outras coisas adora os games do Atari (eu era viciado em pac-mans e river-rides), lançou uma versão “Design” do brinquedinho. Achei tão original que colei o conceito do cara completo aqui e agora:
“Quem ficou com as mãos calejadas de tanto bater bafo na entrada da escola compartilha do meu saudosismo. Para resgatar um simples prazer, que nada tem a ver com computadores e banda larga, a Micasa lançou um charmoso álbum de figurinhas. O tema? Design, é claro! São 304 figurinhas autocolantes que levarão você a uma viagem pelo melhor deste universo através das 200 peças de 70 designers nacionais e internacionais que marcam o cenário contemporâneo. O álbum “Design & Designers”, deliciosa brincadeira de adulto, pode ser encontrado na Micasa e tem edição limitada. Divirta-se!”, explica ele na cartinha que acompanha a prenda.

Written by AllexInCasa

maio 22, 2008 at 1:50 am

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