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Archive for novembro 2008

Coral é mara!

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Fiquei bege, passado, engomado e pendurado no cabide com a repercussão do post dos corais. Levei mais torta na cara do que a Anna Wintour durante aquele ataque do Peta. Calma, calma minha gente! Basta dar uma rolada aí embaixo para sacar que este blog apóia incondicionalmente o design sustentável, o Greenpeace, o Projeto Tamar, as baleias-azuis, as foquinhas-monge, os dentinhos dos elefantes, as casquinhas de siri e os pandas da minha espécie.

No meu Orkut, por exemplo, participo da comunidade “não como fígado de ganso (nem de pato!)”. Quando me dei conta do bombardeio, li e reli o texto 80 vezes em busca de algum trecho onde supostamente tenha feito apologia à depredação do planeta, instigado a pesca ilegal ou favorecido o comércio dos corais originais. Não encontrei nadica além do avesso disso tudo, no trecho mais óbvio que reproduzo aqui e agora: Aposte nas opções que não prejudicam a natureza e têm um grande efeito. Produzidos em cerâmica, metal, resina ou cimento, a onda dos corais volta com apelo. Agora a tendência maior é salvar este ser fascinante e investir em estampas, gravuras, pinturas e outras matérias fakes”. Aqui e agora, uma seleção das imitações que não fazem mal a ninguém – muito menos ao planeta.

Para quem não entendeu o começo jocoso do post de ontem e a menção honrosa à vendedora da Ilha de Capri, me fiz entender em todas as letras nas linhas seguintes do fatídico relato. Das duas, uma: quem me apedrejou não leu o post até o final; ou tem sérios problemas de interpretação de texto. De qualquer forma, serei generoso e explicarei do jeitinho mais didático possível. Presta atenção no titio: Corais originais, dessespescados no fundo do mar, não são legais. Fuja deles como o diabo da cruz!
Mas as imitações de coral em resina, cimento, concreto, metal, gesso, cerâmica, porcelana e massa encefálica ou coisa que o valha, estão com tudo. São as formas da natureza que o design copia para deixar o look da casa mais estiloso.

Agora, cá entre nós, gosto é igual cabeça: cada um tem a sua. Eu defendo o shape do coral como objeto de adorno no décor não por estar na moda, mas porquê eu acho lindo mesmo. Se você não gosta, ótimo. Eu adoro e vou continuar gostando. E lamento informar que corais (os fakes, que fique bem claro) são o que há de mais “IN” no décor – e eu não lanço nenhuma tendência, apenas reporto o que rola por aí.

Em tempo: todos os corais que eu colei nesse post e no anterior são de mentirinha – incluindo a base da mesa, feita do mais puro ferro. Obrigado a todos que saíram em minha defesa.

Tô com o Seu Ladir e não abro: “coral é mara!”

Written by AllexInCasa

novembro 28, 2008 at 11:55 am

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Cora Coralina

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Corais são a minha criptonita (quem acompanha o blog, sabe). Não que eu não possa chegar perto deles, ao contrário: me esparramo feito manteiga aviação quando vejo. Levei um pito homérico por causa de um, semanas atrás, durante o meu périplo mediterrâneo. Explico: desembarquei na Ilha de Capri, Nápoles, obstinado: traria um coral vistoso de lá. Na primeira lojinha, o instinto falou mais alto, e lá fui eu, cheio de atitude brasileirinha, botar a mão na peça para ver se era mesmo de verdade. “Porca miséria!”, gritou a Mama Bruscheta que comercializava os intocáveis. Não era para menos: ele custava parcos 12 mil euros. Saí de lá mais corado do que o meu objeto de desejo. E embora tenha garimpado cada esquina daquele balneário de fina estampa (que, diga-se de passagem, é a cara da Ilha Bela, um pouco mais metida a besta, é claro, com suas Pradas, Balenciagas e Comme des Garçons), não achei nenhunzinho da silva que coubesse no meu budget.


Voltei para o barquinho frustradíssimo, carregando algumas traquitanas mais simplesinhas e afogando as mágoas no gelato mais delicioso que já provei – zuppa inglesa x panna cota. Pelo menos, fiquei cobra coral no assunto. Saca a expertise:

1) Corais vermelhos autênticos só existem no Mediterrâneo (os chineses pintam os deles);

2) Quando originais (a pesca dos corais foi proibida desde os anos 50, por conta da ação predatória no ecossistema marinho), são considerados jóias raras, o que justifica o preço estratosférico;

3) A Ilha de Capri é para ricos e famosos, tipo o Leonardo DiCaprio;

4) Traquitanas simplesinhas, pagas em euros em tempos de crise, podem fazer mal à saúde – principalmente quando você abrir a fatura do cartão de crédito.


O jeito é recorrer ao fake to fake. Fabrizio Rollo, que de fake não tem nada, dá a dica: “Na decoração, os corais fazem um chic imediato para enfeitar mesas ou emoldurados em caixas acrílicas. Cabos de pincéis, talheres e até puxadores de gavetas podem ser encontrados no mercado. Existem opções que não prejudicam a natureza e têm um grande efeito. Produzidos em cerâmica, metal, resina ou cimento, a onda dos corais volta com apelo. Agora a tendência maior é salvar este ser fascinante e investir em estampas, gravuras, pinturas e outras matérias fakes”. Aqui e agora, uma seleção das imitações que não fazem mal a ninguém – muito menos ao planeta.


E para não fazer a linha no sense, a alcunha da nota é homenagem à goiana Cora Coralina, dona dos versos mais lúdicos que já li, alguns deles acerca da beleza do mar, tipo: “quero te servir a poesia numa concha azul do mar”. Lindo, né?

Written by AllexInCasa

novembro 27, 2008 at 11:57 am

Publicado em Décor, Design

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MoMA MIA!

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Você sabia que o MoMa (www.moma.org) de Nova York tem a maior coleção de design do mundo no que se refere à variedade de origens, materiais, funções, tipologias e tamanhos? O acervo conta com mais de 10 mil itens curados por Paola Antonelli, que por lá eleva o design à condição de artes plásticas.

De Rietveld e Cia a Philippe Starck e nossos big brothers Campana, tem espaço para todo mundo, numa linha do tempo cheinha de conteúdo. “Procuramos apresentar, periodicamente, peças de nossa coleção permanente, que são trazidas ao público de maneira histórica, didática e de fácil compreensão, já que a principal meta é contribuir para o estudo e o desenvolvimento das artes modernas.

Também salientamos o design de forma temática, através de pequenas mostras temporárias, para que a informação seja entendida de maneira concentrada, como tem ocorrido na exposição Graphic Design (em cartaz até março de 2009), na qual estão 31 capas da Revista Esquire, ícone dos anos 60, feitas pelo diretor de arte e designer George Lois.

Essas capas representam uma linha do tempo visual da cultura norte-americana entre 1962 e 1972, com imagens que provocaram e estimularam o debate público sobre assuntos controversos, como o racismo, o feminismo e a guerra do Vietnã.”, contou Paola a Taissa Buesco, para Casa Vogue. Quando for a Nova York, passe por lá!

Written by AllexInCasa

novembro 26, 2008 at 5:43 pm

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Signo Sig

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Como aquele post sobre os tecidos de décor by André Lima rendeu pano pra manga, cá estou com novos recortes de fazenda. Dizer que Sig Bergamin é um dos decoradores mais bambambãs dessas terras, é chover no molhado, mas contar que ele acaba de sacar da fornalha metros e mais metros de panos quentes para a RenauxView, é novidade das boas.

Há algum tempo, quando ele escreveu aquele book esteto-biográfico (Adoro!), todo mundo ficou sabendo a historinha do cara “que comeu o pão que o diabo amassou, com mortadela”, na interiorana Mirasol, quando ele fazia altas produções em chita e outros cortes que pechinchava baratinho, baratinho, nas Pernambucanas. Muitas estampas depois, consagrado como top decorete, ele volta às origens com a nova coleção da Renaux, tecelagem brasuca com quase cem anos de riscado (www.renauxviewcasa.com.br).

São 120 opções de estampas do balacobaco, boladas a partir daquele misturê que Sig faz como poucos. As referências são guardanapos antigos, pedaços de sacos de linho, amostras de retalhos catados no Laos, Índia e Europa, e outras traquitanas que ele foi juntando durante anos em suas andanças. “Sempre fui um colecionador inveterado. Para se ter uma idéia, há um armário abarrotado destes recortes que não mexo há tempos. Está até perigoso de abrir (…)”, contou à Casa Vogue.

No catálogo recheado de combinações do fio-tinto de lã e algodão (tingido antes de ser trançado, por isso mais macio e sem o lado avesso), os padrões de azul são os reis do pedaço. “É a minha cor predileta e combinou bem com o cáqui. Mas há outras misturas lindíssimas, como o vermelho e marrom”.

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novembro 24, 2008 at 11:22 pm

Publicado em Décor

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Quando pimenta é refresco

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Acho que já contei aqui que sou fã incondicional de pimenta, né? Não curto muito a comida mexicana, mas aquela ardência incomparável é o que me faz tolerá-la. Há alguns anos, estive em Los Cabos e me apaixonei por um tipo de pimentão que os chicanos chamam de rocoto. É uma coisa forte pacas, que chega a entorpecer. Esse ano, no Peru, voltei a provar da fruta nas mais diferentes versões, incluindo uma recheada capaz de derreter qualquer boneco de neve, como eu – fiquei totalmente dizzy sem beber um ml sequer de tequila.


Por essas terras calientes, coisa ardida é o que não falta, do acarajé da Dadá ao molhinho da Dona Maria, mãe de minha quase-irmãzinha Adriana Oliveira. Outra queridíssima amiga, a Rosa Nepomuceno, decana do jornalismo brasuca, expert em temperinhos nas horas vagas, conta no seu livro Na rota das especiarias, que elas, as pimentas, só fazem bem. Duvida? Dá um google e descubra. A pungência das pimentas deve-se a presença da capsaicina. Essa substância química que garante a picância, é justamente o que faz bem à saúde (se você não sofrer de hemorróidas, é claro). A capsaicina têm propriedades que atuam como cicatrizante de feridas, antioxidante, dissolução de coágulos sanguíneos, previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita hemorragias, aumenta a resistência física e dá um “baratinho” nos menos céticos. Além disso, influencia a liberação de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar muito agradável, na elevação do humor.


Todo esse blablablá para apresentar esses saleiros e pimenteiros que pesquei no Dezeen. Fabricados pela Norway Says para a loja Muuto, eles são feitos de madeira laqueada com mecanismos de cerâmica, em três cores: preto para pimenta, branco para o sal e multicolorido para ambos. O sistema de moagem tem 25 anos de garantia – coisa de gringo, que compra pimenteiro uma vez na vida.

Written by AllexInCasa

novembro 21, 2008 at 2:51 pm

Eu tenho um sonho

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E por falar em voz de divas e em True Colors, hoje é o dia da Consciência Negra. O título do post bem que poderia ser “Black is beautiful”, mas achei previsível demais para um blog de design. E eu até tentei evitar esse lance de cotas, mas não resisto: Pense rápido em quantos arquitetos, decoradores ou designers negros você conhece. Seja lá qual for o seu partido, um fato é óbvio: nossa esfera profissional ainda é extremamente caucasiana e segregadora. A nossa e todas as outras. Espero que o novo “dono do mundo” provoque uma reação em cadeia nessa cultura contemporânea pouco pigmentada, impulsionando uma obanização em massa, em todas as searas. Trata-se de direitos e oportunidades iguais, o que, cá entre nós, ainda é um sonho distante. Essa obra acima, o Idea Store, em Nova York, é do genial David Adjaye, nascido na Tanzânia, radicado em Londres e cidadão do mundo… Já publicamos o trabalho dele na Vogue muitas vezes, e somos fãs incondicionais do seu traço e da sua trajetória.

E domingão tem show da Chaka kan no Parque da Independência. Tô roendo as unhas desde já, me preparando para os agudos da mulher que inspirou Whitney Houston, Prince, Mary J. Blidge e meio milhão de outras estrelas da black music. Deixo vocês com a minha predileta da Chaka, Ain´t Nobody…

Written by AllexInCasa

novembro 20, 2008 at 2:42 pm

Publicado em Arquitetura

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True Colors

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Quarta-feira supercolorida, num look meio anos 80, já que estou completamente contaminado pelas “true colors” de uma das grandes divas daquela década: Cyndi Lauper. Semana passada assisti ao show da mulher no Via Funchal e me arrepiei do começo ao fim. Vozeirão de negra, atitude de estrela e uma vibe prafrentex de quem não parou no tempo – apesar da nostalgia musical que rola na órbita do seu nome. A tia dos Goonies inspirou o post de hoje, com essas cadeiras da STAACH, em diversas opções de cores. Feitas artesanalmente na oficina da empresa em Nova York, levam madeira certificada na composição. Gostou?

Agora aperta o play e se lembre de quando era jovem e enxergava um mundo mais colorido…

Written by AllexInCasa

novembro 19, 2008 at 11:46 pm

Publicado em Décor, Design

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