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Design sem fronteiras

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Na foto acima, a poltrona “Diz”, de Sérgio Rodrigues / foto: Divulgação

O MAM (www.mam.org.br) estreia hoje, a partir das 20h, a expo “Design brasileiro hoje: fronteiras”. Com curadoria da sabe-tudo Adélia Borges (juro que não conheço ninguém mais expert no assunto do que ela), a mostra explora a produção atual nas mais diversas áreas. O objetivo é apontar a relevância global e a multidisciplinaridade inerente ao design produzido atualmente no país, por meio de peças utilitárias com vocações antagônicas, de móveis a objetos, equipamentos, veículos, acessórios, livros, embalagens, luminárias, vinhetas e apresentações para tevê e cinema, etc. Dessa forma (ou através dessas formas, como preferir), será possível perceber como o design permeia o cotidiano das pessoas (e acredite: ele está em tudo aquilo que você vê).

Capa do livro sobre André Lima na coleção “Moda Brasileira”, da Cosac Naify / foto: Divulgação

Olho no descritivo: Com uma posição assegurada no cenário internacional, o design brasileiro vê neste início de século a ampliação de suas fronteiras internas, possibilitando a descoberta de olhares diferenciados em todos os cantos do Brasil. A criação nessa área deixa de ser algo restrito às grandes metrópoles ou trazido do exterior.

Faqueiro “Riva”, de Arthur Casas e Rubens Simões / foto: Divulgação

O recorte da mostra são projetos recentes, do século 21, de maneira a mostrar um momento em que o design no Brasil floresce como nunca em sua história. Internamente, assiste-se à expansão das divisas geográficas, com a atividade se disseminando por praticamente todos os Estados do país. No cenário internacional, há um crescente reconhecimento e penetração do design brasileiro, celebrado por atributos como inventividade e criatividade. Nesta seleção, a idéia “não é fazer um ranking dos melhores, muito menos de traçar um panorama exaustivo de uma produção que é vasta e plural“, nas palavras da curadora. O que se busca é mostrar a amplitude e variedade de um campo que só vem se desenvolvendo e profissionalizando cada vez mais por todo o país.

Mesa “Seis”, do (meu favorito) Marcelo Rosembaum / foto: Divulgação

Assim, ao lado das famosas sandálias Melissa desenhadas pelos irmãos Campana,  figuram as bijuterias de borracha de autoria de Marzio Fiorini. A vassoura Noviça, produzida pela Bettanin e criada por Liane Schames Kreitchmann, se junta à lavadora de roupas desmontável Superpop, de Chelles e Hayashi Design. Frequentemente, profissionais de outros campos de atuação cruzam a fronteira do design: o artista Guto Lacaz emprestou sua inventividade para a Tok Stok na forma do porta-revistas Zig Zag; a identidade visual do Colégio Vera Cruz ficou a cargo de Alexandre Wollner, um dos expoentes do concretismo; o arquiteto Isay Weinfeld é representado na mostra pela fruteira de sua criação (veja lista completa dos participantes abaixo).

Anel “Puzzle Mix”, de Antonio Bernardo / foto: Divulgação

Sintetizando, é por meio dessas intersecções e múltiplas possibilidades que o design vem saindo das pranchetas especializadas para as prateleiras de lojas de todos os tipos e segmentos, provando que o design brasileiro alia praticidade, beleza e inovação ao cotidiano. Como define Adélia Borges, “se a contemporaneidade dilui as fronteiras, o design é por definição a atividade em que elas se interpenetram, em projetos em que a inventividade se põe a serviço de um cotidiano e de um mundo melhores para todos nós“, diz.

A clássica sandália Melissa interpretada pelos Irmãos Campana / foto: Divulgação

Em cartaz até 28 de junho.

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Written by AllexInCasa

abril 7, 2009 às 5:38 pm

3 Respostas

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  1. Programa imperdível, obrigada ao MAM pelo trabalho.
    Beijos

    Paula

    abril 8, 2009 at 10:01 am

  2. Como podemos sugerir materias para vc? Há algum e-mail???

    DANILO AZEVEDO

    abril 20, 2009 at 6:59 pm

  3. Muito legal essa exposição!
    quem se amarra em design precisa participar dessas mostras, pois lá rola de tudo o quanto é novidade.
    Outra dica bacana é participar das mostras do studio Quetzal em BH.

    Henrique

    julho 21, 2010 at 4:47 pm


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