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No frigir dos ovos…

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Vita, la dolce vita! A Páscoa nem chegou e eu já tô me fartando de Ladurées (presenteados por uma coelhinha querida) e Chocolats du Jour (pendurados no cartão de crédito, porquê eu mereço). Escrevo este post largadão no sofá, com o lap no colo, enquanto a hora de sair para tascar o bacalhau da mama não chega.

E a bola (ou o ovo) da vez é o… Fabergé! Sabe o que é? Você já deve ter ouvido falar na tradição da troca de ovos ornamentais, né? Diferentes daqueles pintados à mão, com a molecada à borda da mesa, os ovos assinados pela requintada joalheria russa e presenteados para as czarinas Maria e Alexandra Feodorovna (lá no final de 1800), eram a tradução perfeita da extravagância, com a maior concentração possível de ouro e diamantes por centímetro cúbico (ou centímetro ovalado, se é que a matemárica me permite tal unidade de medida).

A inspiração para o assunto neste blog é triplamente qualificada. Primeiro, porquê li um artigo ótimo sobre Carl Fabergé (o ourives russo de ascendência francesa que botou as 50 gemas mais incríveis do Kremlim) na última Piauí – e fiquei escandalizado com a história de sangue e glamour dos lendários artefatos russos; depois, porquê o André Rodrigues (meu jornalista preferido – e minha persona preferida também) fez uma matéria impecável no seu www.spfw.com.br; finalmente, mas não menos importante, pelo presente que uma amiga muito, muito especial, a Denise Delalamo, trouxe da Rússia, há dois ou três anos – na época, Denise concluía seu curso de dramaturgia no Célia Helena, ensaiava uma montagem de “Crime e Castigo”, do Dostoiévski, e se mandou para San Petesburgo para afinar a inspiração a muitos graus abaixo de zero.

Apesar do amor pelas artes cênicas, o palco para ela é um segundo ato. Denise não é apenas uma senhora profissional do mercado do décor (conheço-a há quase dez anos!), como também é humana até o tutano – sempre trocamos altos papos sobre design, comida veggie e gente. Enfim, ela em si, é uma peça rara – fala mais que a tia do Yakult, é verdade, mas com charme e conteúdo.

Exatamente por isso, o ovo que você vê na foto acima, ocupa um lugarzinho especial na minha estante – e no meu coração (a frase é cliché e brega, reconheço, mas não resisti). Ele não é um dos 50 Fabergés Imperiais legítimos daqueles que, de vez em quando, dão as caras na Sotheby’s, a lances mínimos de 5 milhões de dólares cada um, mas tem um valor superior a isso tudo. Sem falar no look fino, bem mais discreto do que os da granja extravagante que fazia a cabeça das peruas-czarinas.

Esses ovos, conhecidos no meio como Fauxbergé (trocadilho infame com o fato de serem imitações), geralmente cafonérrimos, ficam mais bonitos em versões comedidas, que não misturam muitos materiais e nem muitas cores. Aqui em casa, por exemplo, ele fica ótimo com os vidros de Jacqueline Terpins. O melhor de tudo: não tem colesterol e não engordam, como os chocolatinhos que agora lambuzam o meu teclado. Feliz Páscoa!

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Written by AllexInCasa

abril 10, 2009 às 7:43 pm

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