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A rosa de Hiroshima

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Há exatos 64 invernos, em 6 de agosto de 1945, a humanidade escrevia um dos seus piores capítulos: a Segunda Guerra Mundial. Naquele ano, a ferida viva do Holocausto pulsava na civilização ocidental – levemente suturada pelo suicídio do ditador-anti-cristo Adolf Hitler, em abril –, quando o mundo testemunhou, estarrecido, outra atrocidade: a bomba atômica que os Estados Unidos lançaram sobre  Hiroshima. Ali, mais de 100 mil pessoas foram varridas do mapa sem tempo de entender como e porquê – a maioria delas, camponeses indefesos, já que a cidade foi escolhida justamente por ser alheia aos armamentos e absolutamente vulnerável, recolhida entre os vales. Três dias mais tarde, um novo bombardeio em outro alvo interiorano, Nagasaki, ceifou a vida de mais de 70 mil inocentes, confirmando a eficiência demoníaca da tecnologia bélica detonada pelo presidente americano em exercício, Harry S. Truman. Na ocasião, o físico J. Robert Oppenheimer, que comandou a equipe de cientistas e engenheiros responsáveis pelo artefato, declarou: “Eu me tornei a Morte, um destruidor de mundos”. Mesmo arrependido, sua conta foi entregue: morreu de câncer 3 anos depois dos atentados.

Os EUA venceram. E Hiroshima e Nagasaki ainda sentem na pele os traumas do ataque (literalmente, já que a radiotividade nuclear imprimiu rastros que atravessaram as décadas).

O Japão, hoje uma das nações mais pacifistas do mundo, também se tornou a segunda maior potência econômica do globo. O planeta inteiro olha para ele.

Muito além da cultura zen, tecnologia de ponta, artes marciais, inspiração purista, jardins simétricos e filosofias milenares, origamis e sushis, macarrões instantâneos e karaokês, a terra do sol nascente exportou para o mundo talentos fantásticos na arquitetura, no design e nas artes. No dia em que o país lembra um dos seus momentos mais dramáticos, fazemos aqui um registro, em forma, cor e volume, de alguns herois da estética nipônica para a casa no século 20.


Croqui do arquiteto Tadao Ando para o Centro de Arte Contemporânea de Venice


Gaveterio relovucionário que o designer Shiro Kuramata desenhou para a Cappellini, nos anos 90.


Sofá, mesa de centro e luminária do escultor, arquiteto e designer  Isamu Noguchi, produzidas entre as décadas de 60 e 70


Pintura coloridíssima de Takashi Murakami, um dos responsáveis pelo status de arte  dos toys, referências de rua e HQs / Cadeiras de madeira e papel reciclado de Shigeru Ban, do final da década de 90

Saideira com uma das canções mais cults da MPB, imortalizada pelo divo Ney Matogrosso, lá nos anais do Secos e Molhados:

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Written by AllexInCasa

agosto 6, 2009 às 11:53 am

5 Respostas

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  1. “Uma bomba sobre o Japão/ fez nascer o Japão da paz”. Seu bonito texto lembrou-me a (tbem bela) letra de Gil.
    A sempre linda e arrepiante voz do divo Ney Matogrosso… Que bom que temos canções como essas, que nos emocionam e nos fazem refletir.

    afonso

    agosto 8, 2009 at 4:17 am

  2. lindo, lindo. poesia.

    Josué Magalhães

    agosto 10, 2009 at 3:41 pm

  3. adoro o Ney e essa musica realmente é linda

    Adriana

    agosto 10, 2009 at 3:42 pm

  4. Acho que os móveis, verdadeiras obras de arte em material reciclado caem muito bem para ambientes despojados como escritórios de design e fotografia. Obrigada por trazer ao nosso conhecimento estes objetos de decoração maravilhosos.

    Leda M. Silva

    março 23, 2010 at 11:18 am

  5. legal e lamentavel e legal foi para os paises efetado

    daniel moreira

    junho 2, 2010 at 8:55 am


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