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Archive for novembro 2009

Olho na mistura

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Peças personalizadas são colírio para os olhos, principalmente na era do décor pasteurizado. E não se trata de modinha ou tendência: customização tá em alta desde que Neanderthal e sua tchurma mandava o recado nas paredes de suas caverninhas.
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Olha só o capricho desse recamier com patchwork de sedas e veludos bordados e pintados. Hand made bem costurado, o trabalho é das designers Roxie Duchini e Mariana Foltran, duo que mistura inspirações, estilos e diferentes experiências na MÉLANGÉE, oficina descolada de personalização de móveis e objetos com técnicas mistas que enchem a casa de alegria.  Informe-se nos  (11) 9975 3555 e  (11) 9486 6882

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novembro 28, 2009 at 6:48 pm

Publicado em Design

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Procurando Nemo

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Não resisti à tentação e pesquei lá no Dezeen (nossa bíblia virtual de décor e cia) essa botija descoladíssima de cerâmica, inspirada no shape do Baiacu (aquele peixe que mata um a cada dez comensais que ousam fatia-lo em sashimi).

Criado pelo inglês Alexander Purcell, a peça é, na verdade, um Sake Bomb que se apoia sobre os próprios volumes da superfície, que imitam os espinhos do peixe. Os quatro copinhos que acompanham as peças têm a medida certa para servir um bom saquê à moda nipônica. Disponível em branco, preto, azul e laranja – por enquanto, ainda não está disponível no Brasil. Leia a matéria original aqui.

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novembro 25, 2009 at 7:57 pm

Publicado em Décor, Design

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Blue de mer

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Na garupa do último post, olha só que “inacrê” essa imagem clicada por Giovanna Nucci, que amanhã abre as portas do seu estúdio (na Rua Natingui 1458, Pinheiros) para mostrar a Série Azul, ensaio com 20 imagens do mar feitas no Rio, em Floripa e na República Dominicana. No traço-limite entre o registro fotográfico e a arte, fascinada pelo azul-marinho, Giovanna trabalha com uma abstração quase monocromática, que impressiona pela poética da paisagem e faz o expectador querer mergulhar de cabeça dentro de cada fotografia. “Ainda que eu seja muita crítica, meu olhar é sempre benevolente e tendo a ver o melhor de tudo”, diz. E lembre-se de que as fotos estão em alta no mercado das artes e super in no décor.

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novembro 23, 2009 at 6:37 pm

Publicado em Artes

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Tudo azul (da cor do céu)

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Depois da explosão amarela detonada neste blog, é hora de acalmar os ânimos e olhar para o horizonte – literalmente.

Paula Queiroz (entidade habilíssima, simbiose de jornalista e produtora, meu braço direito aqui no blog e lá na Casa Vogue) me ajudou a armar uma seleção azul do balacobaco em cima da nova tendência mundial, ditada pelos arautos das tintas.

Quem recomenda é uma grife das mais portentosas do assunto: a Coral, marca do grupo holandês AkzoNobel, acaba de lançar o “Colour Futures 2010”, estudo mundial sobre tendências e desenvolvimento de cores. Resultado da pesquisa sobre diversos elementos como arquitetura, design, artes, cultura, moda, realidades política e economia global, o estudo apresenta o tom “Céu Californiano” como a cor que guiará 2010.

Este tom claro simboliza horizontes infinitos, novos começos e energias renovadas. A cor, que pode ser associada a céu amplo, frescor da brisa e ar puro, é caracterizada pelos especialistas como otimista e com capacidade de oferecer sensação de pureza e bondade. “Tons de azul claros e etéreos como a cor de 2010 são reconhecidos por serem refrescantes, reconfortantes e liberadores, além de oferecerem grande auxílio no combate à tensão, cansaço físico e exaustão”, explica Paola Vieira, Gerente Global de Cores da AkzoNobel e integrante do time internacional de oito especialistas do Colour Futures.

As características da cor “Céu Californiano”, considerada a melhor representante do estado de espírito do próximo ano, estão associadas à mensagem-chave do Colour Futures 2010: Recuperação. A palavra remete às atuais expectativas da sociedade, que se direciona a um papel mais ativo do indivíduo. “Acreditamos que em um momento de incertezas quanto à economia, política e meio ambiente, a ideia é que as pessoas passem a valorizar mais os amigos, a família e as comunidades locais, além de cuidarem do planeta em prol de um futuro saudável”, diz Benito Berretta, Diretor de Marketing da AkzoNobel.

Segundo o estudo, “Recuperação” oferece a todos a oportunidade de rever, criar melhor, aperfeiçoar o que já existe, recuperando o sentimento de sabedoria coletiva para o futuro. E é justamente dentro desse contexto que a equipe de especialistas do Colour Futures identificou cinco temas predominantes em 2010 – e suas respectivas coleções de cores: Espaço Silencioso, Fantasia Fluida, Convicção Fundamental, Espírito Livre e Doce Lembrança.

Sacou? Para terminar o post azul com a malemolência que a cor pede, pesquei no youtube um videozinho retrô com uma música que toca fundo: “Azul da Cor do Mar”, de Tim Maia, que abocanhou a 44ª posição no hall das 100 melhores músicas brasileiras de todos os tempos. E dedico a canção ao Zé Renato Maia, sobrinho do Tim, responsável pelo design desta página choco-blue.

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Muranos e cômoda Tania Bulhões; móvel de Wagner Archela para a C.O.D; cadeiras Micasa

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Luminária de murano Emmanuel Babled; som Bang Olufsen; vasos Bendixt; banqueta Royal; cadeira Micasa;

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Poltrona com tecido azul-bebê; vasos Evelino Antiquário; luminárias Quimera; Vaso de silicone Scandinavia Design

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Potes Secrets de Famile; louça e porta-guardanapos Tania Bulhões Home

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Acessórios Scandinavia (potes, descanso de mesa, pratos, porta-guardanapos); caneca Futon & Home;

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Abajur de murano Tania Bulhões Home; vasos F. Quartilho; cadeau Scandinavia; vidro Benedixt; poltrona Montenapoleone

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Mesa do muralista brasileiro Paulo Werneck; poltrona de Michel Arnaud, by Atec; moringa Obra Prima Antiguidades; taças Cecilia Dale; banco laqueado Edith Diesemdruck; murano Tania Bulhões Home;

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Araras Tania Bulhões Home; abajur Vila Vitória; cadeira Micasa; potiche Autore; móvel chinês Paulo Marques Antiguidades

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Corais e aparador-totem Tania Bulhões Home; vaso coleção Blue & Me, Fabrizio Rollo; porcelanas Bali Express; poltrona Tania Bulhões Home

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Copo Espaço Santa Helena; cadeira Mãos Art Contemporary; vasos Bittosi e Cartago; banqueta Montenapoleone; cabideiro Micasa

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Poltrona Irmãos Campana; poltrona vazada e chaise Montenapoleone; pinha de bico de jaca Anno Dominni; vaso Quimera Antiguidades

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Aparador e vaso Tania Bulhões Home; abajur Bertolucci; sofá de resina plástica Montenapoleone; enxoval Blue Gardenia; tapete By Kamy

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Da esquerda para a direita: ambiente Wallcovering; banheiro Interbagno; parede pintada em “azul-céu californiano”, by Tintas Coral

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Tecidos Tec Dec e Casa Fortaleza

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Tecidos Tec Dec e Casa Fortaleza

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novembro 19, 2009 at 6:48 pm

E o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira vai para…

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E já saiu a listinha do 23º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira (www.mcb.org.br), o Oscar brasuca do setor. A partir de 25 de novembro, vale dar um pulinho lá no casarão da Faria Lima (se você não conhece ainda, não sabe o que tá perdendo) para conferir, ao vivo e em cores, 56 peças selecionadas entre a  nova turma de criadores que surge na praça.

A experimentação com o uso de materiais em mobiliário é um dos destaques da edição 2009 do evento, realização da Secretaria de Estado da Cultura, que neste ano contou com 576 inscrições.

Os designers de produto Paulo Alves da Silva Filho e Luís Fagner Koga Suzuki criaram a cadeira “Atibaia”. Paulo Roberto Ceschin Foggiato assina a poltrona “Bambu #5”, a mesa “Demoiselle” e a cadeira “Lapa”, uma linha feita de laminados de bambu.

Levando em conta critérios como originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial, qualidade,  segurança e proteção ambiental, o júri empatou as 4 peças no primeiríssimo lugar da categoria Mobiliário, valorizando a  investigação dos designers e a excelência do resultado.

Para a diretora Geral do MCB, Miriam Lerner, o prêmio revelou “a intensa experimentação dos designers de produto em busca de novos usos para antigos materiais”. Giancarlo Latorraca, diretor Técnico, diz que “este ano a preocupação em fazer produtos que não tragam prejuízos para a natureza está acentuada e com resultados mais concretos”.

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Mesa Demoiselle; à esquerda, cadeira Atibaia; ao centro, poltrona Bambu; à direita, cadeira Lapa

Costura do invisível

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Acho que já comentei aqui que o desfile de moda mais bonito que já vi foi o de Jum Nakao, em sua despedida do SPFW, em 2004. Bem, na minha opinião e na da torcida do Corinthians, né? As roupas de papel, com look meio renda, meio origami, super estruturadas e arquitetadas – e sumariamente rasgadas ao final da exibição, pelos próprios modelos, em performance apoteótico-libertária, sob as lágrimas dos fashionistas e wannabes, entraram para a história.

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A poltrona “Renda”, criada por Jum Nakao para a loja A Lot Of Concept Store ©Divulgação

E vire a página, mas devagar. Com um shape meio “Costura do Invisível” (mas sem papel e sem armagedon), o próprio Jum assina o look dessa poltrona descoladérrima para a A Lot Of Concept Store. Apelidada de Renda, a peça é fabricada com chapas curvas e recortes a laser, exatamente como os dos vestidos daquela coleção. Se você quiser ver a peça ao vivo, dê um pulinho na loja ou na Casa Cor Trio, na Galeria do Design, onde ela está exposta. Aliás, Jum Nakao é tema do espaço Estudio do Estilista, ambientado pela arquiteta Clélia Regina Ângelo, que fez homenagem merecida ao gênio. Não perca – ou se rasgue inteiro!

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O ambiente “Estudio do Estilista”, criado pela arquiteta Clélia Regina Ângelo em homenagem ao estilista Jum Nakao ©Divulgação

Enfim, aperta o play e sinta a nostalgia na pele com esse registro dos bons tempos de subversão fashion em terras brasilis, puxado no YouTube (meu canal favorito de “Vale a Pena Ver de Novo”):

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novembro 16, 2009 at 4:28 pm

Bauhaus now!

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E no ano em que a Bauhaus sopra noventa velinhas, Casa Vogue fez uma mega matéria sobre a lendária escola alemã que sacudiria para sempre as linhas cartesianas  da arquitetura e do design. Se você não viu ainda, já para bancas: tá imperdível! A começar pelo elã da coisa…

Muito mais do que uma simples reportagem, nossa big-boss-com-bossa, Clarissa Schneider, poderosa que é, teve o insight e foi à luta: escolheu um time de estetas e encomendou, a cada um deles, uma criação de inspiração bauhausiana, sob medida. Elenco: Irmãos Campana, Marcelo Rosenbaum, Cláudia Moreira Salles, Attilio Baschera, Candida Tabet, Fernando Prado, Gerson de Oliveira e Luciana Martins.

De tão especial, a coisa evoluiu para a expo mais diferentona que já se fez sobre Bauhaus por essas bandas, sem nenhuma gotinha de pretensão sequer.

Uma prévia desse resultado, você espia aqui e agora, sem delongas (o resto, só na revista). Mas para finalizar em grande estilo, deixo vocês com um fragmento do texto que Flávia Rocha tão bem escreveu sobre o assunto: leitura obrigatória.

“Não é exagero dizer que o mundo não seria o mesmo sem a Bauhaus – sua filosofia humanista, socialista, democrática, universal, carregada do espírito utópico do entreguerras, superou o seu próprio tempo. A escola, que funcionou aos trancos e barrancos entre 1919 e 1933, deixou seu traço em aberto para que qualquer um, a qualquer momento, fizesse bom proveito dele.  A semente lançada num território instável – a Alemanha pré-nazista – não fincou raízes geográficas (só na Alemanha, teve três endereços: Weimar, Dessau, Berlim, dissidentes a recriaram em Chicago em 1937 — hoje Illinois Institute of Technology, e desde 1999 funciona como uma fundação, a Bauhaus Dessau, além de ter inspirado outras escolas similares mundo afora). As raízes encontraram terreno fértil nas mentes que a conceberam, arquitetos, artistas, artesãos e designers europeus que tinham em comum um desejo de revolução: simplificar, massificar, transplantar o design das oficinas para as fábricas e para as ruas, aplicar modernidade no dia-a-dia.

Bauhaus, que significa “casa de construção”, teve três dirigentes, e cada um imprimiu sua marca nas diretrizes da escola. Entre 1919 e 1928, sob orientação de seu fundador, o arquiteto Walter Gropius, tiveram prioridade as oficinas técnicas, conciliando arte e artesanato à proposta de funcionalidade, um projeto que substituía ornamentação e exclusividade por produção em massa de peças de design.  Entre 1928 e 1930, sob direção de Hannes Meyer e influência marxista, a Bauhaus se voltou para projetos arquitetônicos e industriais, sobrepondo funcionalidade à estética, o que causou grande controvérsia. Nos seus últimos anos, dirigida por Mies Van der Rohe, sob uma ótica intelectual,  a Bauhaus voltou a se preocupar com a criação de uma estética modernista, liderada pelo departamento de Arquitetura. Na lista negra do Nazismo, foi fechada pelo governo de Hitler, em 1933. Passaram por lá, como instrutores, algumas figuras icônicas: Paul Klee, Johannes Itten, Josef Albers, Herbert Bayer, László Moholy-Nagy, Otto Bartning, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian, Marcel Breuer…  os vestígios de suas linguagens vemos por toda a parte, e veremos ainda no futuro.”

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Luminária by Fernando Prado e fruteira dos Irmãos Campana

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Estante modular e luminária da dupla Gerson de Oliveira e Luciana Martins; o tapete é de Marcelo Rosenbaum

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Luminária de Claudia Moreira Salles; tecido de Attilio Baschera; estante Candida Tabet

Written by AllexInCasa

novembro 13, 2009 at 6:59 pm

Publicado em Casa Vogue, Décor, Design

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