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Bauhaus now!

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E no ano em que a Bauhaus sopra noventa velinhas, Casa Vogue fez uma mega matéria sobre a lendária escola alemã que sacudiria para sempre as linhas cartesianas  da arquitetura e do design. Se você não viu ainda, já para bancas: tá imperdível! A começar pelo elã da coisa…

Muito mais do que uma simples reportagem, nossa big-boss-com-bossa, Clarissa Schneider, poderosa que é, teve o insight e foi à luta: escolheu um time de estetas e encomendou, a cada um deles, uma criação de inspiração bauhausiana, sob medida. Elenco: Irmãos Campana, Marcelo Rosenbaum, Cláudia Moreira Salles, Attilio Baschera, Candida Tabet, Fernando Prado, Gerson de Oliveira e Luciana Martins.

De tão especial, a coisa evoluiu para a expo mais diferentona que já se fez sobre Bauhaus por essas bandas, sem nenhuma gotinha de pretensão sequer.

Uma prévia desse resultado, você espia aqui e agora, sem delongas (o resto, só na revista). Mas para finalizar em grande estilo, deixo vocês com um fragmento do texto que Flávia Rocha tão bem escreveu sobre o assunto: leitura obrigatória.

“Não é exagero dizer que o mundo não seria o mesmo sem a Bauhaus – sua filosofia humanista, socialista, democrática, universal, carregada do espírito utópico do entreguerras, superou o seu próprio tempo. A escola, que funcionou aos trancos e barrancos entre 1919 e 1933, deixou seu traço em aberto para que qualquer um, a qualquer momento, fizesse bom proveito dele.  A semente lançada num território instável – a Alemanha pré-nazista – não fincou raízes geográficas (só na Alemanha, teve três endereços: Weimar, Dessau, Berlim, dissidentes a recriaram em Chicago em 1937 — hoje Illinois Institute of Technology, e desde 1999 funciona como uma fundação, a Bauhaus Dessau, além de ter inspirado outras escolas similares mundo afora). As raízes encontraram terreno fértil nas mentes que a conceberam, arquitetos, artistas, artesãos e designers europeus que tinham em comum um desejo de revolução: simplificar, massificar, transplantar o design das oficinas para as fábricas e para as ruas, aplicar modernidade no dia-a-dia.

Bauhaus, que significa “casa de construção”, teve três dirigentes, e cada um imprimiu sua marca nas diretrizes da escola. Entre 1919 e 1928, sob orientação de seu fundador, o arquiteto Walter Gropius, tiveram prioridade as oficinas técnicas, conciliando arte e artesanato à proposta de funcionalidade, um projeto que substituía ornamentação e exclusividade por produção em massa de peças de design.  Entre 1928 e 1930, sob direção de Hannes Meyer e influência marxista, a Bauhaus se voltou para projetos arquitetônicos e industriais, sobrepondo funcionalidade à estética, o que causou grande controvérsia. Nos seus últimos anos, dirigida por Mies Van der Rohe, sob uma ótica intelectual,  a Bauhaus voltou a se preocupar com a criação de uma estética modernista, liderada pelo departamento de Arquitetura. Na lista negra do Nazismo, foi fechada pelo governo de Hitler, em 1933. Passaram por lá, como instrutores, algumas figuras icônicas: Paul Klee, Johannes Itten, Josef Albers, Herbert Bayer, László Moholy-Nagy, Otto Bartning, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian, Marcel Breuer…  os vestígios de suas linguagens vemos por toda a parte, e veremos ainda no futuro.”

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Luminária by Fernando Prado e fruteira dos Irmãos Campana

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Estante modular e luminária da dupla Gerson de Oliveira e Luciana Martins; o tapete é de Marcelo Rosenbaum

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Luminária de Claudia Moreira Salles; tecido de Attilio Baschera; estante Candida Tabet

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Written by AllexInCasa

novembro 13, 2009 às 6:59 pm

Publicado em Casa Vogue, Décor, Design

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6 Respostas

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  1. Essa fruteira do Fernando e Humberto e’ lindíssima …

    rodrigo almeida

    novembro 15, 2009 at 2:26 pm

  2. Vi a materia na Casa Vogue. Gostei muito. Parabens a Clarissa.

    Ruth

    novembro 16, 2009 at 12:04 pm

  3. A luminária é a melhor. Não gosto da fruteira. Boa ideia de homenagear Bauhaus de um jeito diferente

    Vania Macedo

    novembro 16, 2009 at 12:15 pm

  4. kkkkkk. SEI QUE EH CAMPANA MAS A FRUTEIRA PARECE SUCATA. DESSA VEZ NAO CONVENCERAM

    A. Carvalho

    novembro 16, 2009 at 12:17 pm

  5. luxoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

    Ana Paula

    novembro 16, 2009 at 12:37 pm

  6. bem ousadas, curti.

    Matheus

    novembro 16, 2009 at 4:20 pm


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