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Heat wave

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E o tsunami de eventos de design continua em plena evolução. Mas a gente vai surfando na onda, sem levar caldo…

Ontem, depois de dar um abraço nos queridíssimos João Pedrosa e Esther Giobbi (e matar saudades da minha diva Patricia Carta, dar umas gargalhadas com Conrado Malzoni e discutir o sexo dos elefantes com Judith Pottecher), voei para os recônditos da Barra Funda – num esconderijo de embaralhar o GPS. Era a mostra Design OK, que reuniu as pranchetas mais fresquinhas do design (frescas no sentido de novidadeiras, mas sem nenhuma frescura), à moda de Pavilhão Satélite milanês. Os camaradas Rodrigo Almeida, Gerson de Oliveira, Sergio Faher, André Cruz, Pedro Useche, André Bastos e Guilherme Leite Ribeiro estavam por lá, lambendo as crias. Mas taí um assunto para outro post, já que hoje tem mais badalação!

Era para ser mais uma loja de design atual na Gabriel Monteiro da Silva, a meca paulistana do décor, não fosse a “hospedeira” uma marca supervanguardista e o autor do projeto, Marcio Kogan – uma das mentes mais inventivas e respeitadas da arquitetura nacional.

Criada há quinze anos pelo designer e empresário Marcus Ferreira, a Decameron Design tem mobiliário autoral com forte acento artesanal. “Assim como as pessoas vão ao alfaiate fazer seus ternos, elas podem encomendar móveis personalizados”, diz Ferreira, que aposta em novos talentos para compor o DNA da grife. O desenho é internacional, moderno, materializado em peças sustentáveis que poderiam estar em qualquer lugar do mundo, mas sempre com uma pimenta regional. “Procuramos usar materiais naturais, como linho e madeiras nacionais, que combinam com o nosso clima e o com o nosso estilo de usar a casa”, continua.

Como o conteúdo pedia uma boa casca, veio a ideia de chamar Kogan para bolar um espaço que rompesse com os padrões convencionais. Resultado: uma caixa de surpresas, ou melhor, algumas caixas. “O projeto tem desenhos simples. Os containers permitiram aproveitar um objeto pré-fabricado reciclável, para uma construção simples, rápida e limpa”, diz o arquiteto sobre os seis retângulos gigantescos de aço, devidamente içados e empilhados, que compõem a estrutura da loja.

“Os objetos seriam descartados caso não tivessem esse novo fim. Um desperdício, pois é uma estrutura potente, com visual low tech e espaço linear de proporções interessantíssimas. Sem contar que demoraria séculos para serem biodegradados”, completa.

Por dentro dos “vagões”, pé direito alto e áreas bem dimensionadas apresentam os móveis em espaços cleans, como em uma galeria de arte. “Esse projeto é a nossa resposta a um objeto descartado, fruto das intensas trocas mercantis transatlânticas, para abrigar uma loja de design igualmente ligada ao nosso tempo. É  solução de baixo custo e com sistema de montagem racional”, finaliza a arquiteta Mariana Simas, braço direito de Kogan na empreitada.

Enfim, um recorte subversivo que quebra a simetria do eldorado grifado do décor. Vamos lá ver?

+ www.decamerondesign.com.br

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Written by AllexInCasa

novembro 25, 2010 às 8:58 pm

Publicado em Décor

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