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Lugar de mulher é na marcenaria!

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A mineira Etel Carmona foi a primeira mulher a montar uma marcenaria no Brasil, 30 anos atrás, pavimentando uma senda que cada vez joga mais serragem no mito de que madeira é “coisa de macho”, como pregam os retrógrados. 

Mesa lateral Maria Preciosa, Etel Carmona

Não é de se estranhar tantas torções nazais, já que a carpintaria e suas evoluções, uma das profissões mais antigas da humanidade, foi naturalmente abocanhada pelo bicho homem ao longo da história. Com o advento do design, a tal arte que agrega estética e ergonomia à forma e função, o mulherio foi à luta. No comecinho dos anos 20, a francesa Charlotte Perriand, musa dos interiores de Le Corbusier, chocava o mundo com suas subversões moveleiras em ferro sobre ferro e pau sobre pau.

Luminária Cantante, Claudia Moreira Salles

De volta à tropicália, o time encabeçado por veteranas como Etel Carmona, Cláudia Moreira Salles e Baba Vacaro vem ganhando cada vez mais expressão na cena contemporânea. E atraindo gente de outras searas, como a mestra do vidro Jacqueline Terpins, carioca que deixou as caldeiras um pouco de lado para se render aos caprichos de carnaúbas, perobinhas, pinhos, eucaliptos e afins.

Mesa Z, Baba Vacaro

A julgar pela consistência do portfólio, não é exagero dizer que as criações das nossas designers alcançarão a posteridade. “Madeira é um material vivo,  cada pedaço é unico. Tratada com cuidado, tem vida longa, como as pessoas”, diz a carioca Cláudia Salles. “Nenhuma outra matéria-prima se compara à sua beleza, cheiro, toque, textura, cor  e maleabilidade”, emenda a paulistana Amélia Tarozzo. Grávida do primeiro rebento e de zilhões de projetos, ela representa  a nova geração de marceneiras ao lado da conterrânea Flávia Pagotti, premiada pelo Museu da Casa Brasileira.

Aparador da linha Laca, Jacqueline Terpins

 A assinatura não passa só pelo croqui, prescrição e arte final. Complexo, o trabalho com a madeira exige responsabilidade ambiental, poesia e técnica apurada, que inclui saber desde como cada espécie se comporta às diferentes possibilidades de corte, shape, encaixe e acabamento. Ou seja: para o caldo não entornar, todas acabam colocando a mão na massa. Wish Casa reuniu os principais vértices femininos do movimento moveleiro contemporâneo que está dando o que falar nesta e em outras terras – com o tempero que só o dito “sexo frágil” tem.

Poltrona Marimba, Amélia Tarozzo

Mesa Lunar, Flávia Pagotti
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Written by AllexInCasa

maio 26, 2011 às 6:34 pm

Publicado em Uncategorized

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Uma resposta

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  1. Vale destacar também o trabalho da designer Julia Krantz.

    Fabian Rodrigues

    julho 1, 2011 at 3:12 pm


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