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Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Por uma vida menos ordinária

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Não importa o quão abrasivo seja o sol. Pra quem vive em Sampa, os dias nessa época do ano sempre acabam cinzentos e, por conta do lixo e de quem se lixa, em águas turvas que congestionam toda e qualquer via pública – principalmente aquela debaixo do nosso nariz. Poderia ser uma metáfora, mas não é: entre uma onomatopeia sem fim de buzinas que podem ser ouvidas aqui da minha janela, já deu pra farejar a enchente e sacar que a coisa vai longe. Pra variar, estico o expediente (ando trabalhando demais ultimamente), mas a concentração me deixou no vácuo…

balanco-tropicalia-patricia-urquiola-micasaPor uma vida menos ordinária: a poltrona “Balanço Tropicália”, da designer Patricia Urquiola, disponível no Brasil através da Micasa © Divulgação

Há momentos em que dá vontade jogar a toalha e ficar “de boa”, como dizem os manos, à toa na vida, vendo a banda passar. Tô numa dessas. Daí, como bom DDA que sou (tenho uma capacidade fora do comum para me refugiar em cantinhos secretos da mente, onde ninguém me encontra), me transportei para outra dimensão, visualizando-me largado à bordo de uma limonada suíça nessa poltrona-casulo suspensa, retro-futurista (modelo Balanço Tropicália, desenhada pela espivetada Patricia Urquiola, à venda na Micasa), no melhor estilo “Mon Oncle” – alguém aí viu o filme do Jacques Tati?

E eis que bate um desejo incontrolável de fuga, de recreio-veraneio na varanda, por uma vida mais colorida – e menos ordinária. Amanhã tem mais cor (e menos down, espero).

+ micasa.com.br

Written by AllexInCasa

fevereiro 22, 2010 at 3:00 pm

On the wall

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Pegando o gancho dos grafites (ou grafittis, como preferem os puristas), saca só o figurino hot-hot-hot dessas geladeiras. Descolex é pouco, né? Pois elas são só a pontinha do iceberg. Parceria da Micasa (www.micasa.com.br) com o Estúdio 20.87, as máquinas ganharam look turbinado pelas mãos dos designers Julio Zukerman e Henrique Lima, do duo “Mulheres Barbadas”. Conhecidos pelo trabalho autoral de muitos elementos e poucas cores (e por disponibilizar seus desenhos para download na web), os ilustradores trabalham preenchendo espaços com desenhos über-moderninhos, simbiose das culturas do HQ e da arte de rua. O bacana da parceria da dupla com a Micasa, é o pedigree em dose dupla: além dos produtos do Estúdio 20.87 (como as geladeiras pop-popozudas), a dupla também customiza as peças de design 5 estrelas da Vitra. PS: eles vão grafitar, de cabo a rabo, um dos ambientes da Casa do Lado (loja anexa à Micasa), com pôsteres, quadros e desenhos nas paredes e tetos, com direito a um plus: o diretor Luciano Sanches vai filmar toda a peripécia para um documentário.

Legenda: Geladeiras customizadas pelo “Mulhores Barbadas”, na Micasa

Dica da Paula Queiroz, Tomaz Viana, representado pela Galeria Movimento (www.galeriamovimento.com.br) é outro grafiteiro que curte linkar sua arte com o universo doméstico. Seu barato é pegar móveis antigos e pintar o sete neles.


Legenda: A velha gaveta de cômoda ganhou look terceiro milênio no grafite de Tomaz Viana

Ainda da série “ArtParade”, a mana Patrícia Favalle (jornalistona das melhores que conheço e amiga-gêmea-quase siamesa deste blogueiro que vos escreve), está morrendo de amores pelo trabalho do Jgor (www.jgor.com.br), artista novo na praça, totalmente off road, mas com desenho super in. Ela aposta nele – e eu também. Mas como Paty consegue ser ainda mais inflamada do que eu em suas chancelas, deixo-a com a sopa de letrinhas sobre o cara (muito bem temperada, por sinal).

“O pincel tange descontrolado sobre a superfície. Do azul ao vermelho as cores encontram-se inéditas, imprimindo nas latas, portas, papelão, telas e outras variáveis urbanas a criação do paulista José Ferreira Junior. Como se observa nos seus quadros, marcados pela referência de Jean-Michel Basquiat, a força bruta das formas unida à liberdade do graffiti, transcende os contornos da imagem num contexto entorpecente. No raciocínio permitido pela semelhança, José, que nasceu em Cajuru, cidade do interior paulista, se transformou no grafiteiro JGor. Já na Paulicéia, desde 2003, o jovem balzaquiano fez da arte marginal sua própria linguagem, estendendo a produção aos calques de canetinha, giz de cera, óleo, esmalte e técnicas mistas. O aprendizado desenvolvido sem mestres, teorias, materiais e informações didáticas, – eis mais uma afinidade com Basquiat –, é instintivo e popularesco, sem que isso lhe cause demérito algum. Afinal, como questionava o poeta-andarilho Gentileza: “O que é mais inteligente, o livro ou a sabedoria?” Patricia Favalle


Legenda: Óleo de Jgor lembra as pinturas de Basquiat

Fechando o post do dia na mesma onda, mas numa prancha um pouco mais lúdica e romântica, vale espiar o trabalho da Calu Fontes (www.calufontes.com). O vaso de porcelana com pinturas e apliques de flores, pássaros e mandalas, dá uma deixa da nova coleção da arquiteta-ceramista-ilustradora. Calu é expert em customizar xícaras, vasos, pratos, moringas, vasilhas e o que mais a sua imaginação mandar. “Não desenho croquis, sigo adiante e deixo as linhas fluírem. Por isso, quando inicio a pintura, nunca sei como ela ficará no final”, diz.


Legenda: Vaso da ceramista Calu Fontes: “pixação” romântica e cheia de estilo

Written by AllexInCasa

julho 17, 2009 at 4:13 pm

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Pé de arte

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Se estivessem na vertical, enquadrados por uma moldura qualquer, os trabalhos de Jürgen Dahlmanns se passariam fácil por arte contemporânea. Deitadas sobre o chão, essas pseudo-telas logo denunciam o uso: são tapetes. Holandês radicado na Alemanha, formado em ciências políticas e arquitetura, o artista chegou a atuar em projetos de expressão, como o complexo cultural MuseumsQuartier, em Viena, na Áustria. Mas com 20 e poucos anos, durante uma ego-trip pelo Nepal, deu com a arte da tapeçaria tibetana e teve o insight. Diploma de um lado, sonhos do outro, correu o mundo e dissecou o assunto, até desenvolver a própria técnica.

Mantendo a tradição artesanal na confecção, mas abastecido pela força cosmopololita e vanguardista de sua Berlim, Dahlmanns desenvolveu um estudo de cores e padrões que colocam sua produção no limite entre a arte e o design, com materiais especiais (lãs e sedas de alto padrão) combinados à manufatura rústica que garante a pluraridade do conjunto e a exclusividade de cada modelo.

Não crio repetindo padrões, mas reproduzo a vida e a cor”, conta. O efeito visual passeia pelo abstracionismo, passa pelas figuras lúdicas e pelo pop, brinca com a street art e com a escrita em frases estilizadas. “Nossos tapetes são malcriados e inteligentes. A mesma combinação que admiro nas pessoas”, provoca.

Tramados no Himalaia, nó a nó, os tapetes têm um processo de produção demorado: podem levar até quatro meses cada, o que só acentua a personalidade do produto. E foi exatamente essa característica que chamou a atenção da By Kamy (www.bykamy.com), que traz com exclusividade para o Brasil as criações de Jürgen Dahlmanns, na exposição Love Stories, em cartaz até o final de julho. “Ele desenha seus croquis à mão, como se fosse uma pintura. Depois, concretiza sua forma com matérias-primas ecologicamente corretas. Tudo é tecido em ponto fino, como são os melhores tapetes orientais. O efeito final parece um desenho, mas na verdade tudo é tecido à mão”, explica Kamyar Abrarpour, que descobriu o trabalho do artista numa feira em Frankfurt, há cerca de quatro anos. “Ele é ousado e original, é alta-costura tapeceira. E é isso que nos interessa nas exposições que realizamos, como já fizemos com grandes designers como Teddy Summer ou Behrouz Kolahi”, finaliza. Enfim, arte aos seus pés.

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maio 12, 2009 at 11:30 am

Deu na Wallpaper!

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E a descoladíssima Wallpaper, bíblia das tendências fashion+arts+decor mundo afora, acaba de lançar a sua já tradicional edição com os melhores do ano.

Pela quinta temporada consecutiva, a revista inglesa abre fevereiro de 2009 com a lista dourada dos melhores de 2008, em categorias tão antagônicas que vão desde os acessórios masculinos mais batutas à melhor mobília da casa.

Por questões éticas, não posso debulhar aqui o conteúdo na íntegra, mas tomei a liberdade de arrancar algumas páginas para vocês. Dica de design-maníaco: vale a pena investir alguns dólares no seu exemplar.

Written by AllexInCasa

fevereiro 9, 2009 at 5:33 pm

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Não fuja da arraia

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A caminho do almoço, passei em frente a Scandinavian Designs (www.scandinavia-designs.com.br) e tive que me render a um minuto de contemplação da vitrine, que tá escandalosa de linda.

Não canso de falar da loja (já escrevi uma matéria a respeito para a Vogue, outra para a Casa Vogue, mais os drops postados neste blog). Então, aqui vai mais um:

A poltrona de balanço Sting Ray, do designer dinamarquês Thomas Pedersen, é uma das coisas mais escandalosas que vi nos últimos dias. Trata-se de uma interpretação soltinha, meio fusion, de uma cadeira de balanço com uma concha, com inspiração óbvia e declarada nas arraias marinhas, aqueles animais subaquáticos que mais parecem tecidos planadores. Repare na mistura fina de design tosco por fora, macio e refinado por dentro. Não à toa, o móvel abocanhou o Red Dot Design Award, em 2008. Olha só a semelhança de formas com o bicho de verdade:

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janeiro 28, 2009 at 1:36 pm

Bom filho…

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Oiê! Tô de volta, com uma mala de curiosidades – que ainda não tive tempo de desfazer – sobre as paradas que visitei. Aos pouquinhos, vou contar tudo para vocês… E prometo responder os coments na medida do possível!

Até lá, o desafio é assimilar o turbilhão de babados que rolaram – ou que ainda estão rolando – por aqui. Na seara das artes e do design, nosso tricô diário, tem produto novo na praça, expos maravilhosas, Karim Rashid (de novo e sempre!) e Bienal vazia (com pichação anunciada e tudo). Vou lá ver o que tem de bom para contar para vocês. Mas antes gostaria de saber o que os caros leitores deste blog, estetas do coração, acham dessa onda anarco-spray que tomou o circuito de assalto – começou nos muros da universidade, transbordou para a Choque Cultural e, agora, invadiu a maior mostra de arte contemporânea da paulicéia.
Digam lá!

Na minha mais modesta e óbvia opinião (entusiasta da street art), acho que toda manifestação artística é válida, desde que ela não interfira/agrida em obras pré-existentes e não viole o espaço alheio… Pichar o “vazio” proposto por Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen no primeiro andar do Pavilhão da Bienal arrancou aplausos de alguns, e protestos de outros tantos. E você, o que achou? Antes de responder, se possível, leia na Ilustrada de hoje as críticas de alguns cardeais do assunto sobre o tal vazio…

Pegando o gancho – que não tem nada a ver com pichação, mas tem tudo a ver com arte de rua -, saca só a foto que fizemos lá no porto de Vólos, Grécia. É o trabalho de osgemeos transbordando fronteiras…

Written by AllexInCasa

outubro 28, 2008 at 3:48 pm

Carnet de voyage

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Alô, alô, aqui do velho continente! Sei que prometi notícias on board, mas o tempo anda mais escasso por essas bandas do que lá na redação – e olha que tenho dormido pouco! Já passei pela Grécia, pela Turquia e pelo Egito.

Colhi impressões estéticas fantásticas que divido com vocês na volta – além das traquitanas maravilhosas que levo comigo, no melhor estilo caixeiro viajante. Agora estou a caminho da Itália e, logo mais, Paris. Enquanto isso, saca só uns recortes do meu diário de bordo. Fotos by André Rodrigues.

Clássicos do Egito: Queops e a Esfinge


A nova biblioteca de Alexandria.


Baía de Lindos, Rodhes, Grécia.


Ruínas do templo de Artemis, em Kusadasi.


Chão de mosaicos em ruínas de Lindos


Vista de Makrinitsa, Vólos, Grécia


Ruínas de Ephesus, Turquia.


Tapeçaria artesanal em Kusadasi, Turquia.


Forte de Kusadasi, visto do Porto.

Written by AllexInCasa

outubro 16, 2008 at 1:22 pm

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