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Vitrine

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Speaker – Otto Design for Man

Versão 2011 do legendário radinho de pilha, o estiloso aparelho AM/FM aposta todas as fichas na tendência retrô. E acerta o alvo!

ottodesignforman.com.br

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maio 28, 2011 at 4:37 pm

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Dona Flor é festeira

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A flower designer Helena Lunardelli criou uma série de arranjos especialmente para Wish Casa. Inspirados em cinco festas diferentes, eles prometem encher a casa – e os seus convidados – de alegria. Para dividir com vocês aqui no blog, escolhi o modelo Brunch urbano.

Flores: Cúrcumas, callas, sementes de dracena, cinerárias e proteas safari, todas flores tropicais

Festa ideal: Perfeitas para ornamentar o balcão de um brunch na cidade

Conceito: O suporte é um bloco grande de concreto – desses encontrados em lojas de material de construção. Combina com qualquer espécie, especialmente as de cor forte. “Vale colocar as flores meio bagunçadinhas, ao invés de milimetricamente ordenadas. A ideia é juntar a natureza no meio do caos urbano”, diz Helena.

Dica: Como a base de cimento tem fundo vazado, é importante acomodar as flores em copinhos d´água escondidos dentro do bloco.

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maio 27, 2011 at 7:25 pm

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Lugar de mulher é na marcenaria!

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A mineira Etel Carmona foi a primeira mulher a montar uma marcenaria no Brasil, 30 anos atrás, pavimentando uma senda que cada vez joga mais serragem no mito de que madeira é “coisa de macho”, como pregam os retrógrados. 

Mesa lateral Maria Preciosa, Etel Carmona

Não é de se estranhar tantas torções nazais, já que a carpintaria e suas evoluções, uma das profissões mais antigas da humanidade, foi naturalmente abocanhada pelo bicho homem ao longo da história. Com o advento do design, a tal arte que agrega estética e ergonomia à forma e função, o mulherio foi à luta. No comecinho dos anos 20, a francesa Charlotte Perriand, musa dos interiores de Le Corbusier, chocava o mundo com suas subversões moveleiras em ferro sobre ferro e pau sobre pau.

Luminária Cantante, Claudia Moreira Salles

De volta à tropicália, o time encabeçado por veteranas como Etel Carmona, Cláudia Moreira Salles e Baba Vacaro vem ganhando cada vez mais expressão na cena contemporânea. E atraindo gente de outras searas, como a mestra do vidro Jacqueline Terpins, carioca que deixou as caldeiras um pouco de lado para se render aos caprichos de carnaúbas, perobinhas, pinhos, eucaliptos e afins.

Mesa Z, Baba Vacaro

A julgar pela consistência do portfólio, não é exagero dizer que as criações das nossas designers alcançarão a posteridade. “Madeira é um material vivo,  cada pedaço é unico. Tratada com cuidado, tem vida longa, como as pessoas”, diz a carioca Cláudia Salles. “Nenhuma outra matéria-prima se compara à sua beleza, cheiro, toque, textura, cor  e maleabilidade”, emenda a paulistana Amélia Tarozzo. Grávida do primeiro rebento e de zilhões de projetos, ela representa  a nova geração de marceneiras ao lado da conterrânea Flávia Pagotti, premiada pelo Museu da Casa Brasileira.

Aparador da linha Laca, Jacqueline Terpins

 A assinatura não passa só pelo croqui, prescrição e arte final. Complexo, o trabalho com a madeira exige responsabilidade ambiental, poesia e técnica apurada, que inclui saber desde como cada espécie se comporta às diferentes possibilidades de corte, shape, encaixe e acabamento. Ou seja: para o caldo não entornar, todas acabam colocando a mão na massa. Wish Casa reuniu os principais vértices femininos do movimento moveleiro contemporâneo que está dando o que falar nesta e em outras terras – com o tempero que só o dito “sexo frágil” tem.

Poltrona Marimba, Amélia Tarozzo

Mesa Lunar, Flávia Pagotti

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maio 26, 2011 at 6:34 pm

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A Cor Púrpura

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Já cantei essa ladainha, mas o trabalho nos últimos meses foi tanto que, quando dei uma paradinha, em janeiro, acabei amarrado numa cama de hospital, com o joelho em frangalhos. Foram 20 dias de quase-férias forçadas no Copa D’Or, no Rio, com direito a muita nostalgia na Sessão da Tarde, entre zilhões de ligações para a redação – Wish Casa estava no clímax da produção, e eu não podia largar o osso.

Revendo a Cor Púrpura, do Spielberg, tive a epifania: um ensaio de tecidos à moda da nada mole vida da Celie, a personagem sofredora que catapultou Whoopi Goldberg ao estrelato – no filme ela cozinha, apanha, lava, apanha, passa, apanha, costura, apanha… enfim, come o pão que o diabo amassou com mortadela rançosa e mostarda azeda.

Para executar a ideia da lavadeira ribeirinha quarando os tecidos à moda antiga, nós também ralamos mais do que côco na mão de baiana. Trabalho árduo capitaneado pela imprescindível Regiane Mancini (minha produtora predileta e amiga muito querida) e clicado pela fotógrafa Ilana Bessler. Sol a pino no complexo da Biologia da Usp – escolhemos o lugar pelo clima ribeirinho e pelas enormes árvores com flores, adivinhem de que cor. Púrpura, é claro! E eu lá pulando de um canto pro outro num pé só, encarnando uma versão pálida – e um tanto quanto rotunda – do Saci Pererê.

O ensaio não vingou como editorial por novecentos motivos alheios à nossa vontade – talvez tenha ficado melancólico demais e o crivo de qualidade aqui é implacável. Mas a poesia, a plástica e as tendências estão ali, documentadas com muito suor. Posto aqui os principais recortes do ensaio, com a seleção dos panos mais quentes da indústria dos tecidos decorativos. Olho no roteiro: só tem loja bacana!

Da esquerda para a direita: linho Soft natural Larmod; pele  Salmão natural Empório Beraldin; veludo Astato da coleção Texturas  Regatta; linho rústico Rosas Grandes;e linho rústico Maly, ambos da Again.

Esticados sobre a mesa: tecido de linho Prints sob Linho Bérgamo Empório Beraldin. Empilhados de baixo para cima: Sanderson-Taupe, 100% algodão, Celina Dias; Dryden Linen da Colefax and Flower na Miranda Green; veludo recortado Amazonas Empório Beraldin; e Galaxie da Pierre Frey na AN.h. O ferro de passar roupa antigo é da feirinha Benedito Calixto e a mesa, do Depósito Santa Fé.

Foto da esquerda – Da parte inferior a superior:  a esquerda, tecido Laço Lilás 100% algodão da linha Cartim Locomotiva; a direita, Algodão Santa Fé na cor Birck com fundo casca de ovo Prints; Bakou da Pierre Frey na AN.h; tecido Rastro Spazio Donatelli sobre o Ratier de linho Aruba Dark Pink Artefacto; Marmara AN.h; e veludo recortado Kushiro Missoni Home. Sob todos eles, Biarritz Pois impermeável na cor groseille Loeb.

Foto da direita – Do primeiro para o último plano: Seda Keur Missoni Home; Gase de linho com listras digitalizadas Mucki; Adágio da coleção Concerto, em jacquard de algodão listrado,Regatta; e Plastificado Rimski da Jakob Schlaepfer na Safira Sedas.

Tecido de linho Centifolia Berinjela da coleção Toscana Regatta e tábua de lavar roupa antiga adquirida no Mercado Livre.

Em sentido horário: tecido laranja e impermeável Bandol Loeb; Ikat Dedar AN.h; palha de seda China Púrpura e seda Fabergé Mucki; lã e linho Acanthus da Designers Guild e pele Pescada natural, ambos a venda na Empório Beraldin. No centro, seda azul Aprille Safira Sedas.

Organza bordada Shiva Spazio Donatelli

Da esquerda para a direita: veludo listrado da coleção Mônaco Tec Dec; Ikat Yang na cor petróleo,  em jacquard medalhão, Regatta; Cramond de seda e algodãoEmpório Beraldin; Flor 3D Acqua 100% algodão da linha Metrópole Locomotiva; veludo Siena Spazio Donatelli; Brocatelle D’Amboise, Jean Roze, AN.h; e Acanthus de lã e linho Designers Guild para  Empório Beraldin. Na mão da lavadeira, a renda Mônaco Tec Dec.

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maio 25, 2011 at 7:58 pm

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Gênesis

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Uma revista, assim como uma pessoa, precisa ter uma alma. Nos últimos dez meses, emprestei a minha para Wish Casa, projeto que tirou este blog da órbita e que, aleluia, acaba de sair do forno. Foi um trabalho do cão, é verdade – difícil começar um produto do zero, ainda mais quando se trata de um mercado tão competitivo (existem mais de 50 títulos nacionais sobre casas & afins, sabia? Eu, não). Mas idealizar uma revista e vê-la se materializar por mãos tão talentosas, definitivamente, não tem preço.

Culpa do Luciano Ribeiro, diretor editorial da Nova Criação, o cara que me tirou da Casa Vogue e me trouxe para Wish Report. Pouco depois, já ambientado, quando manifestei minha vontade de fazer uma revista de lifestyle-décor (você pode sair do design, mas o design nunca sai de você), ele foi mais longe: “Só topo se a gente fizer com o melhor projeto gráfico. Que tal Tyler Brûlé?”. E lá foi o big boss para Londres, em plena Copa do Mundo. Confesso que, apesar da minha fama de otimista, achei quase improvável que o cara que criou a Wallpaper e a Monocle fosse dar confiança – ignorei o fato de que os gringos, mais do que nunca, estão enxergando no Brasil um país colorido, vibrante, potente (e com cifrões mais chacoalhantes que as cadeiras das mulatas). Um mês depois, estávamos tomando o chá das cinco com o todo-poderoso da Winkreative. O que veio na sequência, foi labuta dura, quase insana, mas deveras gratificante.

Pensando em você, foram muitas noites insones em busca da pauta perfeita, dos profissionais mais brilhantes (dos veteranos mais prestigiados aos novatos mais promissores), das melhores e mais exclusivas casas (muitos tentaram, nós conseguimos), do conteúdo mais irretocável, embrulhado na melhor qualidade de impressão (o processo gráfico, superdiferenciado, fez toda a diferença no produto final).

Driblamos as inseguranças – as nossas e as do mercado – e contamos muito com a força dos amigos – não se chega a lugar algum sem eles. Finalmente, o grande dia! Wish Casa estreia hoje nas bancas de todo o país – e em algumas gringas, porque estamos insuportáveis, tá? A festança de lançamento é logo mais, às 20h30, no Museu da Casa Brasileira, aqui em São Paulo.

Espero que vocês curtam a revista e a volta do blog. Aguardo o seu feedback. Me conta? Enquanto isso, continuem contando com a minha alma. Lá e aqui.

Beijos,

Allex Colontonio

Written by AllexInCasa

maio 2, 2011 at 9:04 pm

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Balanço a bordo

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A Dedon, definitivamente, está em todos os lugares chics do planeta. Não em qualquer esquina, mas com certeza nos cantinhos mais bacanas e exclusivos. Na minha última trip, comprovei isso tanto em vitrines bacanudas de Malta, Roma e Milão, quanto em alto mar. Ainda outro dia comentei com Liliana e Lili Tuneu (as donas do grupo Collectania, detentor da marca alemã no Brasil), que o Yacht Club do MSC Splendida, um dos maiores navios mundo, foi decorado com dezenas de exemplares da chaise folha, uma das minhas peças preferidas, enfileiradas em sequência. Luxo pouco é bobagem!

E agora acabo de receber uma novidade quente da grife. Olha que máximo essa “casinha de sentar” projetada pelos designers Daniel Pouzet e Fred Frety. Inspirado no ninho de um passarinho, o móvel está disponível na versões pendente e com base de chão, com trançado super resistente em fibra sintética de 4 centímetros de espessura. Dá pra pendurar tanto na sua varanda quanto no galho de uma árvore do jardim – caso você tenha um, o que não é o meu caso.

+ collectania.com.br

Written by AllexInCasa

dezembro 2, 2010 at 5:46 pm

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Com as asinhas de fora

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E como já contei aqui, semana passada dei um rasante lá no Design OK, evento bacanérrimo que aglomera a produção mais fresh do nosso design para reverberar nos quatro cantos do país – e além das fronteiras também, é claro. E foi ótimo reencontrar amigos como Sergio Fahrer, que eu não via há um tempão.

É dele a mesa que ilustra o post do dia. “Estava na Patagônia, observando as gaivotas, e fiquei impressionado com a envergadura das asas e com o movimento de dobradura que elas fazem antes da aterrissagem”, contou-me.

Criada em parceria com o irmão Jack, a Gaivota é o carro-chefe de uma coleção composta por 10 peças que se destacam pela leveza do desenho, linhas orgânicas e desafios estruturais. As chapas de madeira curva, por exemplo, são certificadas pelo Forest Stewardship Council. “Não dá mais para não pensar nisso, arremata”.

Written by AllexInCasa

dezembro 1, 2010 at 8:48 pm

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